<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivo de povo - António Pedro Martins</title>
	<atom:link href="https://www.antoniopedromartins.com/tag/povo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.antoniopedromartins.com/tag/povo/</link>
	<description>Comunicação Não-Violenta e Mediação de Conflitos</description>
	<lastBuildDate>Fri, 18 Nov 2022 17:00:58 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://www.antoniopedromartins.com/wp-content/uploads/2020/08/favicon-2-512x512-1-50x50.png</url>
	<title>Arquivo de povo - António Pedro Martins</title>
	<link>https://www.antoniopedromartins.com/tag/povo/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>A Alma de um Povo</title>
		<link>https://www.antoniopedromartins.com/a-alma-de-um-povo/</link>
					<comments>https://www.antoniopedromartins.com/a-alma-de-um-povo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[António Pedro Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Aug 2022 12:55:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[CNV]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[povo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.antoniopedromartins.com/?p=5201</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; A ALMA DE UM POVO Ponte da Barca, terça-feira, 23 de Agosto, oito da noite. As ruas, com iluminações coloridas, estão fechadas ao trânsito. Há gente, muita gente, que caminha sem destino, errante. É a Romaria de São Bartolomeu. Gente da terra, muitos que foram para fora procurar uma vida melhor e regressam nesta época, para matar saudades das gentes e da terra. Saudades. Crianças, jovens e adultos, muitos com os corpos marcados pela dureza do trabalho no campo. Homens de costas encurvadas, com a testa enrugada, rosto vermelho e olhos esbugalhados. Mulheres de lenço na cabeça, com as pernas inchadas e varizes à vista. Pessoas reais. Fomos jantar nas barraquinhas, onde a oferta é local e variada. A Beatriz trouxe-me arroz de feijão e um caldo verde, enquanto fiquei a reservar uma mesa que, entretanto, ficou livre. Faltava a bebida, que fui buscar a outra barraquinha: o vinho verde branco, de Ponte da Barca. Faltava o vinho. Olho à minha volta, e vejo o que as pessoas estão a comer: bacalhau frito, moelas, pasteis de bacalhau, arroz de cabidela, chouriço assado, sandes de leitão… Saímos do pátio das barraquinhas e fomos caminhar pelas ruas, porque é aí que a festa acontece. Encontro o João, ao cimo de umas escadas, com uma concertina ao peito. Faz parte de uma das muitas rusgas que vão desfilar pelas ruas da vila. Dei-lhe um cumprimento à distância e recordei os momentos de conexão que vivemos nas sessões de meditação, às terças-feiras ao final da tarde. Quando conheci o João, na primeira sessão de meditação, disse-me Pedro, eu sou muito cético. Vou participar na sessão porque estou incumbido de fechar o espaço e não tenho mais nada para fazer. Depois daquela sessão, o João nunca mais foi o mesmo, como ele próprio dizia. Guardo-o no coração. Quando contactamos com certas regiões do nosso Ser ficamos irreversivelmente transformados. Não é possível voltar para trás. Esperámos um pouco, na berma da rua principal, e começámos a escutar as primeiras rusgas. Concertinas, adufes, bombos, castanholas, pandeiretas, reque-reques… entoam os ritmos da alma destas gentes. O meu corpo acompanha-os, e a minha alma também. Olho-os nos olhos, enquanto tocam, e não há alegria. Olho as pessoas à minha volta, e não vejo alegria. Saudade e tristeza, talvez. Ao fundo da rua, dois homens discutem, enraivecidos, incendiados pelo álcool. Uma maneira de esconder o que dói. Afinal, o fogo de artifício era no dia seguinte. Viemos embora já noite dentro. Gosto de pensar que o fogo de artifício é para celebrar a Vida, e a Vida tem muitos contrastes, muitas dualidades e, porventura, muitas ilusões e enganos. O coração bate no peito, e isso não é uma escolha nossa. Os contrastes e as dualidades também não. Fazem parte do jogo. Gosto de pensar que o fogo de artifício é para comemorar todas as escolhas feitas e todas as aprendizagens realizadas, porque foi através delas que chegámos aqui. Honrando-as, precisamos agora de olhar para dentro e perguntar &#8220;O que é que eu estou a sentir? O que é que eu preciso para me sentir melhor?&#8221; e decidir fazer diferente. A Comunicação Não-Violenta magnetiza a agulha da nossa bússola interna, para que nos possamos orientar no caminho, em direção à Arca do Tesouro, onde se encontra a Harmonia, a Paz, o Amor, a Alegria, o Entusiasmo, o Prazer, a Tranquilidade… Curvo-me diante do São Bartolomeu, um dos doze apóstolos de Jesus, agora parte do Grande Inominável. Curvo-me diante de todas as pessoas reais. António Pedro Martins</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.antoniopedromartins.com/a-alma-de-um-povo/">A Alma de um Povo</a> aparece primeiro em <a href="https://www.antoniopedromartins.com">António Pedro Martins</a>.</p>
]]></description>
		
					<wfw:commentRss>https://www.antoniopedromartins.com/a-alma-de-um-povo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
